Um grupo formado pelo Ibama, ICMBio, Embrapa e Serviço Florestal Brasileiro publicou um modelo unificado de monitoramento para avaliar a recuperação de vegetação nativa no Brasil. A mudança de fundo é conceitual: em vez de fiscalizar se o produtor seguiu a técnica de plantio correta ano a ano, o novo modelo avalia o resultado — se a vegetação recuperada é capaz de se sustentar sozinha depois de um prazo mínimo.
O que muda: da técnica para o resultado
Até então, a recuperação de área de reserva legal ou APP costumava ser acompanhada pela técnica empregada — espécie plantada, espaçamento, adubação. O novo modelo olha para frente: mede se a vegetação, depois de um prazo mínimo de quatro anos, atingiu autossustentabilidade.
Os indicadores avaliados são a cobertura vegetal do solo, a densidade de plantas nativas, a riqueza de espécies e a ausência de espécies invasoras.
Abrangência nacional, com recorte para cada bioma
O modelo se aplica aos seis biomas brasileiros — Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Pampa — reconhecendo 46 tipos distintos de vegetação nativa. Para quem tem imóvel em Mato Grosso do Sul, isso cobre tanto áreas de Cerrado quanto de Pantanal, com critérios próprios para cada fisionomia.
Por que isso importa para quem tem passivo ambiental
A padronização chega num momento em que o país tem o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030. Quem está conduzindo — ou precisa conduzir — a recuperação de reserva legal ou APP dentro de um Programa de Regularização Ambiental (PRA) passa a ter um critério mais claro de quando a obrigação está, de fato, cumprida.
Isso afeta diretamente:
- Produtores com PRA em andamento, que precisam demonstrar avanço da recuperação;
- Imóveis com passivo de reserva legal ou APP ainda não regularizado;
- Quem busca crédito rural ou financiamento condicionado à regularidade ambiental.
Como a AJ TopoGeo ajuda
Medir se a recuperação está no caminho certo começa por saber exatamente onde ela precisa acontecer. A AJ TopoGeo faz o mapeamento aéreo com drones da área em recuperação, com ortomosaico e análise de cobertura vegetal, e conduz o CAR e o enquadramento no PRA para que a reserva legal e a APP do seu imóvel avancem dentro do prazo.
Fonte: Embrapa Amapá · matéria original.